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Derrubando tabus sobre empresas familiares

Apesar de tudo o que já se conhece sobre a força e relevância das empresas familiares, não é incomum encontrarmos profissionais de mercado com ideias ultrapassadas sobre essas organizações e que, por isso, preferem sonhar apenas com as multinacionais. No

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A pressa é inimiga da governança

Não é incomum encontrarmos empresas familiares que só decidem implementar um sistema de governança corporativa quando os problemas acumulados começam a se tornar insustentáveis. Muitas buscam na profissionalização um caminho certeiro para a resolução das questões que impactam o negócio

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Qual a vantagem de ter os donos na gestão da empresa familiar?

É comum observarmos, durante o processo de profissionalização de empresas familiares, certa urgência e esforço em tirar os profissionais que são da família dos cargos de gestão. É um pensamento que pode ser justificado pela busca por uma perspectiva mais imparcial e objetiva em relação aos assuntos do negócio, mas essa é uma receita que nem sempre terá sucesso. A experiência mostra que faz diferença sim quando existem na empresa familiar profissionais que são da família e que têm competência para a gestão. Principalmente porque os integrantes de uma família empresária tendem a ter uma visão de muito mais longo prazo para a empresa, levando em conta não apenas os resultados financeiros imediatos ou suas próprias carreiras, mas também a sustentabilidade e a continuidade do legado familiar. Além disso, a família fundadora geralmente estabelece uma cultura e valores que são transmitidos através das gerações. Ter gestores familiares pode ajudar a manter e fortalecer essa cultura, garantindo que os princípios e tradições – segredos do sucesso – sejam preservados e incorporados às práticas comerciais e ao dia a dia de todos. Os gestores que também fazem parte da família muitas vezes têm um conhecimento profundo e íntimo da empresa, suas operações e histórico. Eles podem ter crescido ou trabalhado na organização desde cedo, o que lhes dá uma perspectiva única e ideias valiosas sobre o negócio. Toda essa sinergia ultrapassa as paredes da diretoria e são sentidas pelos demais empregados, fortalecendo os vínculos e gerando uma sensação de pertencimento nas equipes. No entanto, é importante ressaltar que nem todos os integrantes da família empresária têm necessariamente as habilidades, conhecimentos ou experiência adequados para ocupar cargos de gestão. É essencial avaliar a adequação dos gestores familiares com base em suas competências e qualificações profissionais, em vez de simplesmente confiar nos laços parentais. E por fim, é preciso ter cuidado, pois uma gestão exclusivamente baseada na família pode levar a desafios, como falta de diversidade de ideias e conflitos que podem afetar as decisões de negócios. Portanto, é recomendável combinar a presença de gestores familiares com profissionais externos qualificados para garantir uma gestão equilibrada e bem-sucedida.

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A responsabilidade socioambiental nas empresas familiares

Não há como negar que o termo ESG –  sigla em inglês para “Environmental, Social and Governance”, que significa “Ambiental, Social e Governança”, em tradução livre – é o tema do momento no ambiente empresarial. Diante do senso geral de urgência para lidar com questões sociais e climáticas que assolam o mundo, a responsabilidade socioambiental já não é somente uma estratégia de marketing. É algo essencial para agregar valor às organizações no longo prazo e garantir a longevidade. Neste contexto, as empresas familiares não podem, nem devem, ficar de fora desse movimento. Mesmo sendo reconhecidas historicamente pelo caráter filantrópico, os tempos de hoje exigem outro posicionamento. É preciso ordenar as ações já existentes e estruturar novas para que se ultrapasse o conceito de “caridade”, dando lugar, de fato, para a responsabilidade socioambiental em todas as suas vertentes. E este é um caminho que exige, primeiro, um olhar para dentro. Não adianta executar diversas ações externas quando, no ambiente interno, não há compromisso social nem ambiental. Isso quer dizer observar as condições de trabalho dos empregados, ter cuidado com a saúde física e mental deles, cuidar do clima e das estruturas organizacionais, promover a integração entre as pessoas, orientar sobre alimentação, finanças pessoais, segurança, sustentabilidade, entre outros tantos temas relevantes para a manutenção da qualidade de vida de todos. Em resumo, ser socioambientalmente responsável não é o mesmo que apenas dar dinheiro para instituições. É preciso ter ações organizadas, sistematizadas e com critérios bem definidos. Tem que ser algo intrínseco no dia a dia e na identidade da empresa e que demonstre de fato a preocupação e cuidado com o ambiente no qual ela está inserida.

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O processo sucessório e o futuro do sucedido

Observando os processos de sucessão em empresas familiares, é fácil identificar que um dos maiores entraves para o sucesso da passagem do bastão é a resistência da geração que está no comando em deixar as suas posições à frente da gestão do negócio. No geral, eles até almejam a aposentadoria ou a diminuição do ritmo de trabalho, mas quando é chegada a hora da sucessão, aparece a resistência e impossibilidades.   Então, entende-se que uma das formas de facilitar o processo sucessório seria ir fazendo o repasse das atividades e responsabilidades aos poucos, até que se complete e consolide a transferência do comando. Mas tão importante quanto administrar a transição da gestão, é planejar o futuro desse sucedido, possibilitando que ele tenha uma missão ou projeto ao qual se dedicar e que o faça se sentir produtivo e realizado após a sucessão. Esse projeto de futuro pode ser ou não ligado aos negócios familiares, mas precisa ser atraente e mobilizador. Algo que possa até exigir menos tempo e seja diferente daquilo que ele fazia anteriormente, mas não menos desafiador. Só mais alinhado ao seu momento de vida. Neste caminho, só inserir o sucedido no conselho consultivo nem sempre é suficiente. Caberia, por exemplo, colocá-lo à frente da estruturação de um museu da empresa, de um projeto social ou instituto ligado ao negócio. É possível, ainda, organizar sua participação em alguma associação de classe ou, até mesmo, incentivar que ministre palestras para compartilhar suas experiências com outras pessoas. São muitas as opções de atividades que podem ser realmente relevantes e com significativo valor agregado ao negócio, mesmo não estando necessariamente ligada à atividade fim da empresa, e que darão um novo propósito e estímulo para que o sucedido de fato deixe o comando do seu legado nas mãos das novas gerações.  

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Derrubando tabus sobre empresas familiares

Apesar de tudo o que já se conhece sobre a força e relevância das empresas familiares, não é incomum encontrarmos profissionais de mercado com ideias ultrapassadas sobre essas organizações e que, por isso, preferem sonhar apenas com as multinacionais. No entanto, é preciso atentar para o fato de que algumas das ditas características negativas das empresas de formação familiar também podem ser encontradas em outras organizações. E, para além disso, fazer parte de uma empresa familiar tem suas vantagens. Os “preconceitos” para com as empresas familiares passam principalmente por estereótipos, como nepotismo, falta de meritocracia, falta de profissionalismo ou favoritismo dentro da organização. Muitos acreditam que só os parentes conseguem chegar aos cargos estratégicos e que essas empresas tendem a ser menos profissionalizadas, com relações de poder centralizadas, muitos conflitos e pacotes de benefícios que não acompanham o mercado em competitividade. De fato, isso pode acontecer em empresas familiares que ainda estão em processo de profissionalização, o que leva à conclusão de que grande parte das dificuldades encontradas nesse tipo de organização não acontecem por elas serem familiares, mas sim pela carência de um sistema de governança. Além disso, deve-se considerar que existem muitas vantagens em trabalhar em uma empresa familiar, como o acesso mais fácil – às vezes direto – à diretoria ou alta gestão, mais agilidade nos processos decisórios e menos burocracia. As empresas familiares também costumam ter mais agilidade e ações imediatas diante de ameaças, um ambiente mais propício para criação de vínculos mais fortes e a possibilidade de ter seu trabalho reconhecido com repercussão mais imediata na carreira. Sem falar na remuneração, que atualmente é igual ou até maior do que a aplicada por multinacionais de grande porte. Então, antes de colocar todas as empresas familiares dentro de uma “caixa” de ideias preconcebidas, procure informações mais concretas sobre elas. Do contrário, correrá o risco de perder uma grande oportunidade de crescimento profissional.

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Os impactos da rivalidade fraterna nas empresas familiares

Quando observamos a fundo as causas dos conflitos mais comuns nas empresas familiares, chegamos à conclusão de que boa parte desses problemas tem estreita relação com rivalidades e disputas fraternas. É fato que o envolvimento da família empresária no negócio naturalmente gera envolvimento emocional, que muitas vezes se mistura com o profissional, mas é preciso criar estratégias para identificar e tratar esses embates antes que eles virem uma ameaça para a empresa. Por isso é tão importante cuidar da família e estabelecer um espaço neutro, como o Conselho de Família, onde é possível discutir as questões que envolvem as relações familiares. E não só para isso. O Conselho também pode ajudar na administração dos conflitos que explodem e acontecem dentro da empresa, mas que têm em suas raízes as disputas iniciadas em casa. A experiência mostra que muitas rivalidades que são naturais entre irmãos ou primos e que acontecem no dia a dia privado da família são levadas para dentro da organização. Existe disputa sobre a opinião que mais vale, qual ideia é melhor, quem tem mais atenção da pessoa de referência no negócio ou na família, entre muitas outras. O papel do Conselho de Família é, a partir da percepção da história familiar e com base no conhecimento das dinâmicas entre os familiares nos negócios e na família, entender onde está o cerne do conflito e buscar formas de tratá-lo para que não interfira tanto nos negócios. Vale ressaltar que as relações familiares não são afetadas unicamente pelas disputas, mas também pela permissividade excessiva ou ausência de limites, trazendo prejuízos que podem ser irreversíveis para o negócio e para a família. O que também é objeto de trabalho do Conselho de Família.

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A pressa é inimiga da governança

Não é incomum encontrarmos empresas familiares que só decidem implementar um sistema de governança corporativa quando os problemas acumulados começam a se tornar insustentáveis. Muitas buscam na profissionalização um caminho certeiro para a resolução das questões que impactam o negócio e a família, mas, nessa ânsia de “compensar o atraso”, acabam querendo apressar o processo, o que pode trazer riscos. O que está por trás disso é o desejo de ter um passo a passo, com uma trilha de marcos bem definidos a serem alcançados e tempo de percurso claro. Mas quando se trata de governança na empresa familiar, não é bem assim que funciona. Afinal, não existe uma receita pronta ou uma abordagem única que sirva para todas. Isso porque cada empresa familiar é única em sua cultura, estrutura, tamanho e dinâmica familiar, o que significa que a implementação da governança deve ser adaptada a cada situação específica. Além disso, é um processo que exige cautela e paciência, pois muitas vezes só é possível ter mais clareza e certeza da etapa seguinte quando a anterior já está bem encaminhada. Quando se tenta seguir um roteiro pré-estabelecido e genérico, isso pode gerar muita angustia e ansiedade, pois dificilmente cada etapa será cumprida como manda a cartilha. É natural que obstáculos apareçam no caminho, o que vai demandar tempo e cuidado para serem resolvidos. E a pressa em superá-los pode até criar outro problema ainda maior. Não quer dizer que não seja preciso ter um planejamento com suas etapas para implementar a governança, mas ele deve ser tratado como uma estimativa, e não como uma verdade absoluta. Cada empresa familiar vai ter seu tempo, entre idas e vindas e impasses a serem administrados. Às vezes pode até ser preciso suspender alguns pontos do processo, recuar ou deixar algumas demandas “de molho”, para depois retornar quando todos os envolvidos estiverem mais maduros para levá-las adiante.

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